Ontem o dia foi cheio. Acompanhamos uma reunião na Câmara sobre a questão do idoso e depois visitamos um lar de apoio à gestante.
Nesta oportunidade, falaremos sobre a reunião da Comissão Permanente da Pessoa com Deficiência, Idoso e Direitos Humanos da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes.
A reunião fora convocada em razão dos inúmeros problemas dos asilos em Mogi das Cruzes, apontados pela Vigilância Sanitária, Conselho Municipal do Idoso e Promotoria Pública.
Compareceram os vereadores Odete Sousa, Emília Rodrigues, Jean Lopes (todos integrantes da Comissão) e Osvaldo dos Santos, a coordenadora da vigilância Sanitária, Lana Dabis, a assistente social Celeste, representando a secretária de Assistência Social, a presidente do Conselho Municipal do Idoso, Juraci Fernandes de Almeida, representantes de algumas instituições, como o Instituto Pró-Mais Vida (que já fizemos algumas visitas, conforme matérias anteriores), Casa de São Vicente de Paulo, Shalon e Recanto Feliz e alguns familiares que trouxeram a realidade atual dos asilos em nossa cidade.
Muito nos tocou a história de um dos familiares, motivo pelo qual pedimos vênia para relatar. Seu pai, hoje com 84 anos, foi há algum tempo diagnosticado com Alzheimer. Com a evolução da doença passou a ficar mais agressivo com os familiares e vizinhos; acordava pela madrugada, fazendo barulho. Por isso, sua mulher (a mãe do senhor que contava a história), com 81 anos, começou a emagrecer e ficar doente. Os filhos, não sabendo o que fazer, contrataram uma mulher para dele cuidar. Todavia, ele começou a aparecer com alguns machucados. O senhor que relatava a história disse que chegaram num ponto que não tinham mais o que fazer e fez uma metáfora tocante: Senti-me que tentava salvar alguém de afogamento, sem saber nadar. Por isso, resolveram interná-lo em um asilo. Relatou que esta fora a melhor solução já que a família havia recuperado a saúde e que constantemente compareciam ao asilo e verificaram que ele estava sendo bem cuidado. Com o fechamento deste asilo, a pergunta que fica é: como resolver a situação, se não há vagas no município?
Todos reconheceram a gravidade da situação e os vereadores se propuseram a fazer emendas ao orçamento para contemplar as entidades beneficentes. Também levantou-se a questão de instalação de Centro Dia, que seria um local onde os idosos poderiam ir para fazer as atividades durante o dia, retornando ao seu lar no começo da noite. A idéia é excelente, já que muitas pessoas acabam deixando seus familiares em asilo justamente porque não têm condições de deixar os empregos para dar os cuidados necessários a eles. Chegou-se, inclusive, a cogitar da idéia de se fazer vários centros dias pequenos para atender os diversos bairros, ao invés de um grande. Todavia, o maior entrave é financeiro, já que os custos médios para a manutenção de um centro deste porte deve beirar os R$ 2.000 por mês para cada idoso, conforme informado na reunião.
Esperemos que esta realidade possa ser concretizada.
Mas também temos de ter a consciência que o Município não pode fazer tudo sozinho e que cabe a nós dar aquilo que pudermos para ajudar na situação. E nem é necessário que seja em dinheiro. Pode ser em serviços, por exemplo, já que pelo que se pode verificar, muitos asilos tinham problema de acessibilidade ou outros que poderiam ser resolvidos por pessoas com boa vontade de trabalhar.
A situação é grave e precisa do esforço de todos para vencermos esta fase. Trabalhemos, pois, em prol destes que tanto trabalharam por nós!
Nenhum comentário:
Postar um comentário